segunda-feira, 21 de julho de 2008

Do poeta José Rocha

Varanda

José Rocha

Deito na minha rede
pendurada na memória.
Fecho os olhos.
Balanço...
Balanço...
Balanço...
Quanta história!

Do livro "A lua do meio-dia", página 44

Comunidade no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=5923456[/blue]

domingo, 13 de julho de 2008

Do poeta José Rocha

Na estante

José Rocha

Meu vizinho Oswald de Andrade
mora ao lado de Mário,
que li hoje de manhã.

Comunidade:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=5923456

História da Lagoa dos Monteiros

" Escrever a história da Lagoa dos Monteiros, alem de ser para mim uma realização que tenho como se poucos traços vivos que a nossa própria história ainda tem. Quantas vezes pude ver muitas de nossas jovens perguntandos sobre algum fato que identificasse nosso povoado e pouco ouvia-se de alguns de nossos velhos que ainda moram entre nós. Velhos que ainda moram entre nós e antes que percamos nossa identidade, nossa história e nossa cultura, registra-la, se fazia uma necessidade. Espero agora que este trabalho que busque com todo esforço e dedicação posso estar colaborando agora que venha a colaborar mais tarde em qualquer ocasião. Aos que por curiosidade ou necessidade quiserem conhecr um pouco desta história tenha a certeza de que aqui está um retrato breve de nossa querida Lagoa dos Monteiros.




HISTÓRIA DA LAGOA DOS MONTEIROS




A minha concentração e se


junta com meu saber para mais uma vez


uma linda história escrever


e desta vez meu "torrão


com amor vou descrever.




Disse meu Jose Rodrigues


Cujo homem, ainda existe


Lutou muito com a vida,


mais hoje pouco persiste,


que a Lagoa dos Monteiros


Já alegre a tristes foi.




Segundo algumas pesquisas, que fiz a este respeito,


Realmente este lugar


Já esteve torto e direito


Mas houve pessoas legais


Para consertar o defeito.




Agora vamos tratar


Do assunto principal


Quem deu vida ao lugar


E acabou com o matagal


E de onde vieram mesmo


Este belo pessoal




Deixaram o Jaguaribe


Fizeram nova caminhada


Hospedaram em outro lugar


Distante da última morada


Que se chama Mundaú


Uma terra bem arejada.




Portanto deste lugar


Na lógica eles não gostaram

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A poesia e os poetas da Lagoa dos Monteiros/Ce

Sabemos que desde meus avós e bisavós existia um misto de
cultura e poesia originário do povo daquela região, que se deixava verbalizar
nas suas falas, fosse nos repentes quase que cantados ou nos versos declamados, conforme costume da época.
E hoje, sabemos e temos a oportunidade de conhecer alguns desses frutos
que trazem nas veias os mesmos dons e como diz nosso amigo e primo
Raimundo Cunha:
“ E para a alegria do caipira aqui, eu fiz uma descoberta incrivel, há 4 escritores todos dos Monteiros, sendo tres deles da familia.”



LAGOA DOS MONTEIROS

José Rocha

Meu tataravô chegou no berço de uma canoa.
Meu versinho lusitano vem dele ou de Lisboa.
É por conta desse gajo que faço uma rima à toa.
Quero ver o pôr-do-sol em Santo Antônio de Lisboa.


Do livro "A Lua do meio-dia"

Clique e conheça o site do poeta José Rocha

Clique e conheça o site da Lagoa dos Monteiros

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Novo livro de poesia de José Rocha à venda

O novo livro de poemas de José Rocha, "A lua do meio-dia", lançado no último dia 4 em Londrina, já se encontra à venda pela Internet, no site das Livrarias Porto (Livrarias Curitiba).

Para adquirir o livro, basta acessar o link direto: http://www.livrariascuritiba.com.br/index.php?system=livros&action=carrinho&id=9788577120680&eid=LVLILBPO

O livro também está à venda em todas as lojas da rede das Livrarias Porto no Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Poema para São Francisco de Assis

Quadras para São Francisco

Poema de José Rocha

Meu bom amigo Francisco,
protetor das minhas mãos,
fazei de mim um passarinho
a semear bons corações.

Fazei de mim, meu bom Francisco,
mais pobre do que já fui,
mais humilde, mais bondoso,
São Chiquinho de Assis.



Guardai, Francisco, a quem eu amo.
Guardai a quem não sabe amar.
Fazei do abraço ao meu irmão
o gesto que mais me traduz.

É teu, Francisco, o meu caminho,
minha vida, meu amor
pelos que mais necessitam
que eu seja Francisco também.

José Rocha

Do livro "A lua do meio-dia" (Página 72. 1ª edição. Casa do Novo Autor. São Paulo, 2008)
Lançamento do livro "A lua do meio-dia":

Dia 4 de junho, às 19h, em Londrina (Livraria Porto - Shopping Catuaí)

Contatos com José Rocha: joserocha2008@gmail.com

Obervação: Não reproduza o poema sem dar o crédito ao autor

Poeta José Rocha lança livro em Londrina

Poeta é comparado a nomes do peso de Leminski, Drummond, Baudelaire, Rimbaud e José Paulo Paes; e já teve sua poesia elogiada por Maurício Kubrusly, Rachel de Queiroz e Paulo Bomfim... Mas ele se define apenas como "um operário da palavra". Lançamento acontece dia 4

O poeta José Rocha (foto) lança seu novo livro de poemas, "A lua do meio-dia" (Casa do Novo Autor, São Paulo) na loja das Livrarias Porto do Shopping Catuaí, em Londrina, no próximo dia 4 de junho, às 19h.

Rocha é autor de outros cinco livros: "Espelho quebrado", "Batatas fritas ao sol", "Batatas fritas ao sol II", "O verbo por quem sofre de verborragia" e "Coração de Leão".Elogiado por Maurício Kubrusly (do "Me leva Brasil"), que o chama de "Meu poeta", Rachel de Queiroz ("Meu conterrâneo talentoso", ela dizia) e Paulo Bomfim ("Quero vê-lo na Academia Paulista de Letras", disse um dia Bomfim), entre outros, José Rocha sabe o que quer.

Cedo – aos oito anos (ou em 1968) – disse a um tio, durante um passeio de Jipe pelos coqueirais de sua terra-natal, Fortaleza, que queria ser escritor. Aos 10, imitava Olavo Bilac. Aos 11, decorou poemas de Álvares de Azevedo. Na mesma época, leu Fernando Sabino, Mark Twain, Júlio Verne, José de Alencar... Aos 12, começou a escrever suas primeiras histórias.Sua estréia em livro aconteceu aos 23 anos – em 1983 – com "Espelho quebrado", sua primeira obra individual.

Neste livro, está "Terceto erótico", que o artista plástico Adelmo Almeida dos Santos (que trabalhou com Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé) chamou de "pequena obra-prima" e que encantou o também artista plástico Cerzo: "É um poema admirável, que nos move".

Talvez herdeiro do talento de seus avós (Luiz Marques de Sousa foi repentista e Eliézer de Lima Rocha escreveu no antigo jornal "Correio do Ceará"), José Rocha fez da escrita sua ferramenta de trabalho.

Virou assessor de imprensa, enveredou pela publicidade, escreveu textos para emissoras de rádio, peças de teatro, musicais e leu muito – mais recentemente, tem se dedicado a um novo projeto: um CD com poemas seus musicados pelo amigo e parceiro Juá de Casa Forte, que se apresentou em Londrina há dois anos.

A obra de Carlos Drummond de Andrade (não a publicada depois da morte do poeta mineiro, ressalta) ele devorou. José Rocha leu "tudo de Drummond", inclusive as crônicas semanais publicadas no "Jornal da Tarde". Leu Vinícius de Moraes, Mário Quintana, Ferreira Gullar, Cecília Meireles, Paulo Leminski, Waly Salomão, Thiago de Mello, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Sylvia Plath, Baudelaire, Júlio Cortazar, entre centenas de outros.

Mas o poeta destaca que a Música Popular Brasileira foi um de seus grandes ensinamentos. As letras de Chico Buarque, Milton Nascimento, Alceu Valença, Erasmo Carlos, Lô Borges, Caetano Veloso, Sérgio Sampaio, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Alice Ruiz, João Ba, Paulo Simões, Almir Sater, Arnaldo Antunes, Paulo Leminski, Tom Jobim, Gilberto Gil, Tom Zé, Gonzaguinha, Assis Valente, Noel Rosa, Catulo da Paixão Cearense e uma outra infinidade de nomes, lhe influenciaram muito.

O resultado disso tudo - dessa mistura de influências – traz um livro novo onde o poeta e compositor paulista Rodolfo Tokimatsu arrisca colocar a poesia de José Rocha no mesmo patamar da poesia de Drummond, Baudelaire, Rimbaud, Hilda Hilst, José Paulo Paes, Paulo Leminski, Maiakovski... "José Rocha, companheiro deste bom ofício que é a arte das palavras, está entre os dez maiores poetas que já li", afirma Tokimatsu, um dos mais admirados pelo autor de "A lua do meio-dia".

O público de Londrina vai poder conferir de perto quem é esse homem que é capaz de encantar pesos pesados da literatura e da crítica no Brasil e de ter seu trabalho alçado ao nível de grandes mestres. José Rocha diz que é apenas "um operário da palavra". Seus admiradores dizem mais. Quem tem razão?


SERVIÇO: Lançamento do livro de poemas "A lua do meio-dia", de José Rocha. Dia 4 de junho, às 19h, na loja das Livrarias Porto, em Londrina (Shopping Catuaí – Rodovia Celso Garcia Cid, km 377 – s/n – Loja D1). Telefone: (43) 3294-8300. E-mail: catuai@livrariasporto.com.br